Açúcar pode causar dependência, como uma droga, revela pesquisa

Todo mundo sabe que consumir açúcar refinado em excesso faz mal pra saúde. Um novo estudo mostra que o brasileiro está abusando cada vez mais do doce. Agora cientistas descobriram mais um motivo para diminuir o uso do produto.

Ele é doce, mas pode ser perigoso. Pesquisas recentes constataram que o uso excessivo do açúcar refinado pode causar dependência, como acontece com o álcool e outras drogas.

“Eles acabam ativando os mesmos locais do cérebro onde a gente recebe a informação do prazer. É a mesma sensação de recompensa que você tem com o álcool, com outras substâncias”, explica o médico Luis Fernando Correia.

O açúcar tem colaborado para o aumento do número de pessoas obesas ou com doenças cardíacas, câncer e diabetes, segundo os cientistas.

Um levantamento feito pela Embrapa acendeu um sinal vermelho. No início da década de 30, o brasileiro consumia, em média, por ano, 15kg de açúcar. Já em 1990, este índice disparou e chegou a 50kg por ano.

A endocrinologista Vivian Ellinger afirma que não existe uma quantidade ideal de açúcar que se pode consumir. “Existe uma necessidade de se conscientizar. Ensinar às mães, aos adolescentes, aos familiares, a ler o rótulo, a ver a quantidade de açúcar que existe dentro daquilo que a pessoa está ingerindo”, diz.

É isso que acontece em uma escola de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. As crianças aprendem desde pequenas a limitar o consumo de açúcar. A alimentação escolar é controlada por nutricionistas.

“Diminuir bastante para a criança não criar esse hábito de consumir açúcar. Se ela começar, desde pequena, a consumir em excesso, ela vai se tornar um adulto que já vai ter esse hábito e vai acrescentar várias patologias”, alerta a nutricionista Elaine Machado.

As mães também aprendem com a orientação do colégio e com o exemplo das crianças. “A minha filha estava com o açúcar muito alto. Foi que eu descobri a tempo”, conta uma mãe.
Fonte:Bom Dia Brasil

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O consumo de melancia reduz o nível de colesterol no sangue e fortalece o coração

RIO – Pesquisadores do Reino Unido descobriram que a melancia é um poderoso aliado do coração. Ao estudar o suco da fruta e sua adição a dietas de baixa caloria, os médicos perceberam que o consumo regular de melancia é bom para o controle do peso e, portanto, reduzir o índice de gordura corporal e de colesterol no sangue, fortalecendo o coração. O médico-chefe da equipe de pesquisadores, Sibu Saha, adverte, porém, que os resultados são válidos apenas quando o consumo de melancia faz parte de uma dieta rica em frutas e vegetais frescos.

Em laboratório, cobaias alimentadas com uma dieta de alto teor de gordura, à qual era acrescido o consumo de uma bebida feita à base de melancia, mostram que a bebida reduzia o teor total de gordura do organismo, se os índices fossem comparados aos obtidos pelo grupo que consumiu a mesma dieta gordurosa, mas bebeu apenas água. Isto levou os pesquisadores a investigar os mecanismos pelos quais a melancia conseguia reduzir a quantidade de gordura do corpo e a formação de placas nas artérias. As artérias daqueles que consumiram melancia também exibiam lesões de aterosclerose — aquelas que se colam à parede das artérias, fazendo com que ela fique espessa por causa de materiais graxos, tais como o colesterol.

A pesquisa britânica confirmou o resultado de um estudo de 2010, feito na Florida State University. Os americanos mostraram que a melancia tem substâncias que reduzem o nível de gordura no sangue. Quando consumida por pacientes pré-hipertensos, produziu melhoria significativa nos marcadores de pressão.

— Este estudo da Florida serviu de alerta sobre os poder da fruta e por isto decidimos estudar as substâncias presentes na melancia — disse Saha.

O médico britânico disse ainda que melões também são benéficos para baixar a pressão arterial.

A melancia tem sido alvo de estudo porque é cheia de um aminoácido chamado citrulina. E o melão verde também contém este aminoácido, ainda que em quantidades menores. O médico garante que os resultados do estudo são encorajadores, a ponto de expandir a base de dados para uma análise mais detalhada dos vários tipos de melões.

— A melancia foi a fruta que obteve melhores resultados para a massa magra do corpo nesta pesquisa, mas ainda vamos repetir as experiências com vários tipos de melões. Entre eles, há um tipo muito promissor, o “melão amargo”, fruta que cresce na Ásia, América do Sul, África Oriental e do Caribe.

Para o pesquisador, é o tipo que mais favorece a limpeza de gordura do organismo.

Fonte: Extra online

Refrigerante aumenta o risco de câncer no pâncreas, diz estudo

Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, afirma que beber mais que duas latinhas de refrigerante por semana pode causar câncer de pâncreas. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (8) na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

De acordo com Mark Pereira, que liderou o estudo em Minnesota, os altos níveis de açúcar encontrados em refrigerantes podem aumentar o nível de insulina no organismo, o que, para ele, contribui para o crescimento de células de câncer no pâncreas. A insulina, que ajuda o organismo a metabolizar o açúcar, é produzida no pâncreas.

Alguns pesquisadores, como Pereira, acreditam que a ingestão de açúcar pode favorecer o aparecimento do câncer, embora já tenha sido provado que a tese é contraditória.

O estudo foi realizado com 60.524 homens e mulheres em Cingapura. Eles foram acompanhados por 14 anos. Durante esse período, 140 dos voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Aqueles que bebiam duas ou mais refrigerantes por semana apresentaram um risco mais elevado (87%) de desenvolver a doença.

Pereira disse acreditar que as conclusões se aplicam a outros lugares do mundo. “Cingapura é um país com um sistema de saúde excelente. Os passatempos favoritos da população são comer e fazer compras. Dessa maneira, acredito que os resultados podem ser aplicáveis a outros países ocidentais”, diz o pesquisador.

Fonte:Revista  Época

Brasileiros estão ingerindo menos de um terço dos alimentos recomendados na prevenção do câncer

Fonte:INCA

Área de Nutrição e Alimentação do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) alerta que 19% dos casos de câncer podem ser evitados por meio de hábitos alimentares saudáveis

RIO (29/07) – O módulo “Consumo Alimentar Individual” da Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, divulgada ontem, indicou que os brasileiros estão ingerindo menos de um terço dos alimentos recomendados para a prevenção do câncer. Conforme os dados da POF, o consumo de frutas, legumes e verduras diário é de apenas 126,4 gramas, menos de um terço dos 400 gramas mínimos recomendados para prevenir o câncer.  O Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF, na sigla em inglês) e o INCA estimam que se a população brasileira passasse a consumir diariamente, no mínimo, 400 gramas desses alimentos, um de cada três casos de câncer de cavidade oral (boca, faringe e laringe), um em cada três casos de câncer de pulmão, um de cada quatro casos de câncer de estômago deixariam de ocorrer.

De acordo com o relatório Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil, a combinação de alimentação saudável e atividade física é capaz de prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio. O nutricionista da área de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA Fábio Gomes, aponta outro dado preocupante do estudo do IBGE: a presença de 523 gramas de carne vermelha na mesa dos brasileiros toda semana.“De acordo com as informações de consumo alimentar individual, 7% dos casos de câncer de cólon e reto (intestino grosso) poderiam ser evitados se a média de consumo semanal de carne vermelha fosse inferior a 500 gramas”, afirma Fábio.

Conforme os estudos do INCA, as carnes (incluindo peixes e aves) salgadas e processadas também deveriam ser evitadas para prevenir o surgimento de cânceres de estomago, cólon e reto, os quais estão entre os cinco mais incidentes na população brasileira. O consumo dessas carnes é, hoje, em média, de 100 gramas por semana, segundo a POF.

O alto teor calórico em alimentos de pequeno volume, como biscoitos, assim como a ingestão em demasia de bebidas açucaradas, como refrigerantes e refrescos artificiais, estão diretamente ligados ao ganho de peso e propensão à obesidade, que, por sua vez aumentam o risco dos cânceres de esôfago (23%), pâncreas (18%), vesícula biliar (10%), cólon e reto (5%), mama (14%), endométrio (29%) e rim (13%).

 “Uma família de quatro pessoas, por exemplo, consome semanalmente um quilo e meio de guloseimas (1500,8) e mais de seis litros (6711,6) de refrigerantes e refrescos adoçados, o que tem contribuído de modo relevante para as estatísticas de excesso de peso, que hoje já afeta metade da população adulta, um terço das crianças e um quinto dos adolescentes brasileiros”, declara Fábio.

O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, esclarece que hábitos alimentares saudáveis somados à atividade física regular e peso corporal adequado poupariam, no mínimo, R$ 84.210.688,00, em gastos do SUS, no ano de 2010.

De acordo com as estimativas do INCA, só até o final de 2011, quase meio milhão de pessoas deverão receber o diagnóstico de câncer no Brasil. Desse total, as mulheres estão no topo do ranking, com cerca de 253 mil casos (52%), contra os 236 mil casos estimados para os homens