Vantagem da Compostagem para o meio ambiente

O uso da compostagem traz muitas vantagens para o meio ambiente e para a saúde pública, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural. A maior vantagem que pode ser citada é que, no processo de decomposição da compostagem, ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus). Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), gerado nos aterros por ocasião da decomposição destes resíduos, que é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 25 vezes mais potente que o gás carbônico – e mesmo que alguns aterros utilizem o metano como energia, essas emissões contribuem para o desequilíbrio do efeito estufa, influência humana potencialmente determinante das mudanças climáticas.

A compostagem promove a valorização de um insumo natural e ambientalmente seguro, adubo orgânico, atuante sobre a reciclagem dos nutrientes do solo e no reaproveitamento agrícola da matéria orgânica, assim evitando o uso de fertilizantes inorgânicos, formados por compostos químicos não naturais, cujos mais comuns levam em sua composição substâncias como nitrogênio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre , cujos efeitos, sobretudo os fertilizantes nitrogenados, se apresentam igualmente nocivos ao desequilíbrio do efeito estufa. Também é possível mencionar os riscos que esses fertilizantes podem trazer devido à presença de metais pesados em sua composição .

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O que é uma composteira?

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A composteira  é o  lugar  próprio para o depósito e processamento do material orgânico. É nesse local que irá ocorrer a  a transformação do lixo orgânico em adubo.

As composteiras podem ser instaladas em casas e apartamentos e podemos encontrar tipos que contemplam, além da questão do tamanho, também a questão de preço e custo, sendo que, de qualquer forma, a compostagem caseira é uma ótima iniciativa. Fora isso, ao longo dos anos, foram desenvolvidas pelo homem técnicas capazes de acelerar e estimular esse processo natural. Muitas dessas técnicas envolvem o uso de outros agentes, também naturais, como o uso de minhocas californianas (espécie Eisenia foetida mais indicada para o processo), que daí recebe o nome de vermicompostagem (outro tipo de compostagem), técnica que é amplamente utilizada na forma das composteiras domésticas.

Outro tipo de composteira que pode ser utilizada é a composteira automática, que envolve uma maior praticidade, pois a decomposição é mais rápida e, ao invés de minhocas, utiliza poderosos micro-organismos patenteados (dentre eles, o Acidulo TM), capazes de se multiplicarem em altas temperaturas, alta salinidade e acidez. Com isso, é possível inserir alimentos ácidos, carne, ossos, espinhas de peixe, frutos do mar, ao contrário da vermicompostagem. Nessa última, também não se recomenda a deposição em excesso de gorduras e laticínios, pois retardam a decomposição (confira aqui quais itens não são recomendados para deposição em sua composteira doméstica). Também existem resíduos que não vão para nenhum dos tipos de composteira, porém devemos destinar corretamente. Para isso, confira essa matéria especial sobre o que fazer com o que não vai para a composteira.

A vermicomposteira não exige muitos cuidados em relação à higiene. Por ser um sistema fechado, está sanada a questão em relação aos vetores de doenças como ratos e baratas que não tem acesso à matéria orgânica dentro do minhocário. Seguindo a orientação correta de manejo do manual, não acontecerá a fermentação, que é o que ocasiona o mau cheiro e o desequilíbrio do sistema. Com relação à  parte externa, basta de vez em quando passar um pano úmido para tirar a poeira que porventura tenha se acumulado. Uma dica é passar óleo de citronela nas paredes das caixas pelo lado de fora. Ele deixa um cheiro agradável, além de ser um excelente repelente natural para algum inseto que possa se aproximar.

O mau cheiro no minhocário ocorre quando acontece a fermentação dentro do sistema, ou seja, é gerado o gás metano. Em outras palavras, quando se deposita mais lixo orgânico úmido (parte rica em nitrogênio) do que o sistema tem a capacidade ou está dimensionado para absorver, ou ainda quando a quantidade necessária de folhas secas (parte mais rica em carbono) não é adicionada em quantidade suficiente, que deve ser o dobro em volume referente à quantidade da parte úmida. O mau cheiro ou minhocas migrando para a caixa da torneira ou para a última caixa de cima ainda vazia, é indicio de desequilíbrio no sistema. Isso é fácil de ser corrigido, diminuindo ou até mesmo fazendo uma pausa de uma semana na colocação do resíduos úmidos e adicionando uma quantidade generosa de folhas secas (carbono), além de revolver bem para que ajude na aeração do sistema e consequente equilíbrio do pH, tornando propício novamente o ambiente para a vida e reprodução das minhoca.

O que DEVE ir:

Restos de alimentos, como verduras, cascas e talos (podem se converter em excelentes fontes de nitrogênio);
-Resíduos frescos, como podas de grama e folhas (possuem alta concentração de nitrogênio);
-Serragem (não tratada – sem verniz) e folhas secas (ajudam no equilíbrio, são ricos em carbono e evitam o aparecimento de animais indesejados e do mau cheiro);
-Alimentos cozidos ou assados (podem ser usados desde que em pequenas quantidades. É preciso evitar o excesso de sal e conservantes dos alimentos processados. Esse tipo de material não pode estar úmido, por isso se deve adicionar bastante pó de serra em cima dos restos);
-Estercos de boi, de porco e de galinha (apenas se tiverem sido curtidos).

O que NÃO DEVE ir:

-Frutas cítricas (precisam de cuidado redobrado, tanto a polpa quanto as cascas podem alterar o PH da terra);
-Alho e cebola (também causam alterações no minhocário);
Fezes de cães e gatos;
Carnes, gorduras e laticínios (a decomposição é muito lenta e tais alimentos atraem animais indesejáveis);
-Nozes pretas por possuir um composto orgânico que é tóxico para alguns tipos de plantas;
-Derivados de trigo como massa, bolo, pão (decomposição lenta e atrai animais);
-Maioria dos tipos de papel como revistas, jornais, papéis de impressão, envelopes, catálogos, por serem tratados com químicos que prejudicam o composto;
-Arroz (depois de cozido é um ótimo local para bactérias);
-Serragem de madeira tratada (a serragem é boa para remover a unidade, mas se for de madeira envernizada ou quimicamente tratada prejudicará as minhocas);
-Carvão vegetal (possui enxofre e ferro);
-Plantas doentes (não coloque plantas com fungos ou outra doença pois pode passar para as plantas saudáveis).

Fonte: Ecycle

O que é Compostagem?

Biocompostagem

A compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica. A técnica de compostagem ajuda na redução das sobras de alimentos , tornando-se uma solução fácil para reciclar os resíduos gerados em nossa residência .

O processo de compostagem acontece nas seguintes fases:

1ª) Fase mesofílica:

Nessa fase, fungos e bactérias mesofílicas (ativas a temperaturas próximas da temperatura ambiente), que começam a se proliferar assim que a matéria orgânica é aglomerada na composteira, são de extrema importância para decomposição do lixo orgânico. Eles vão metabolizar principalmente os nutrientes mais facilmente encontrados, ou seja, as moléculas mais simples. As temperaturas são moderadas nesta fase (cerca de 40°C) e ele tem duração de aproximadamente de 15 dias.

2ª) Fase termofílica:

É a fase mais longa,e pode se estender por até dois meses, dependendo das características do material que está sendo compostado. Nessa fase, entram em cena os fungos e bactérias denominados de termofilicos ou termófilos, que são capazes de sobreviver a temperaturas entre 65°C e 70°C, à influência da maior disponibilidade de oxigênio – promovida pelo revolvimento da pilha inicial. A degradação das moléculas mais complexas e a alta temperatura ajudam na eliminação de agentes patógenos.

3ª) Fase da maturação:

A última fase do processo de compostagem, e que pode durar até dois meses. Nessa fase há a diminuição da atividade microbiana, juntamente com as quedas de gradativas de temperatura (até se aproximar da temperatura ambiente) e acidez, antes observada no composto. É um período de estabilização que produz um composto maturado. A maturidade do composto ocorre quando a decomposição microbiológica se completa e a matéria orgânica é transformada em húmus, livre de toxidade, metais pesados e patógenos.

O produto gerado a partir desse processo de degradação recebe o nome de composto orgânico, que é um material estável, rico em substâncias húmicas e nutrientes minerais, que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas, como adubo orgânico, devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.