Consumo de vegetais como o agrião, pode diminuir o risco de câncer, dizem pesquisas

agriao

Brócolis, couve-flor, rúcula, couve, agrião, espinafre, repolho… Esses vegetais são alguns dos que fazem parte de um grupo chamado crucífero – conhecido por prover vitaminas e minerais e, após vários estudos, descobriu-se também que o grupo possui propriedades anticarcinogênicas, ou seja, há a presença de compostos que ajudam na prevenção do câncer.

Esses vegetais possuem uma grande variedade de um composto chamado glucosinolato ou glicosinolato que, quando hidrolisado (quebrado) pela preparação do alimento ou pela própria mastigação, origina diferentes tipos de isotiocianatos – que são substâncias que conferem proteção para as células contra o estresse oxidativo. São esses compostos os responsáveis pela diminuição do risco de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, de mama, de cólon, de fígado, de esôfago e de próstata.

Agrião

Particularmente no caso do agrião, além de ter a capacidade de aumentar os níveis de antioxidantes no sangue e proteger o DNA do corpo contra danos, um estudo feito pela University of Southampton, na Inglaterra, mostrou que ele possui um composto que “desliga” um sinal nas células que seria necessário para o crescimento das células do câncer. Quando um tumor supera o próprio fornecimento de sangue, ele envia sinais para os tecidos que estão em volta para alimentá-lo com oxigênio e nutrientes. O composto do agrião interfere nesses sinais, neutralizando o processo de crescimento e proliferação do tumor.

Quando tratamos o câncer com quimioterapia ou radioterapia, o tumor desaparece, mas as células-tronco presentes nele continuam vivas, e mesmo elas representando menos de 5% do tumor, elas possuem a capacidade de regenerá-lo e até levá-lo para outros lugares do corpo, através dos vasos sanguíneos.

Então, a equipe de pesquisadores tratou em laboratório as células-tronco de um tumor cervical com determinado tipo de isotiocianato e descobriu que cerca de 75% das células morreram em até 24 horas e ainda que as concentrações de tal substância usadas para o experimento podem ser facilmente alcançadas com uma dieta rica em certos tipos de vegetais crucíferos, como o agrião.

Apesar disso, a pesquisadora pediu cautela, pois os experimentos foram realizados utilizando ratos e, embora eles sejam um bom modelo para o estudo de doenças humanas, ainda são necessários novos testes para determinar se os resultados serão semelhantes nos humanos.

Fonte: Science Daily

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